MINHA CRIANÇA TRANS
nasce de uma fotografia do meu acervo pessoal, guardada há mais de 30 anos.
uma imagem da minha infância, atravessada por muitas coisas que eu ainda não sabia nomear. já existia ali um corpo que não cabia, sensível, carinhoso, rebelde, choroso.
há reconhecimento e também estranhamento. olhar pra essa criança hoje é se reconhecer.
o bordado vem como cura. costurar, cicatrizar e dizer: eu te vejo.
eu te vejo. eu te reivindico.