nos pés de agamenon e maria josé havia o ryo
a obra nasce de uma memória afetiva da infância. o ryo se forma junto aos avós, maria josé e agamenon, que o criaram.
o descanso acontecia aos pés deles, gesto que permanece como lugar de acolhimento e continuidade.
o desenho e o bordado retomam essa infância. aparecem palavras, comidas e gestos de afeto como marcas dessa memória.
uma paisagem se constrói ao redor do ryo: floresta, sementes, folhas, flores, frutos, árvores, animais, flechas e penas.
maria josé, costureira, atravessa a obra no gesto que permanece. a costura se torna linguagem.
a obra afirma a transcestralidade como continuidade vivida no cotidiano.
bordado, costura, tecidos de descartes, miçangas de vidro, destramas, linhas azuis sobre tecido algodão cru - 73x73cm - ANO 2026